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NEW YORK (Reuters Breakingviews) Stampa E-mail
Lunedì 08 Ottobre 2018 10:46

Facebook is late to fight second existential crisis

 Sheryl Sandberg, Chief Operating Officer of Facebook speaks at the WSJD Live conference in Laguna Beach, California October 25, 2016. REUTERS/Mike Blake

 Facebook is late to fighting an existential threat for the second time in its 14-year life. Poor security, low-quality content and excessive advertising are as big a danger to Mark Zuckerberg’s company as the 2012 growth of mobile. Facebook finally appears focused on the threat, but it won’t be as easy to solve via acquisitions and improved apps.

The social network’s value comes from holding the attention of its many customers. That’s what advertisers follow, but the converse isn’t true, which is why mobile’s growth before Facebook’s IPO frightened the firm. The app was clunky, and upstarts built around mobile photography, such as Instagram, threatened the company’s desktop-predominant audience.

What followed was a massive, successful response. Zuckerberg spent $1 billion for Instagram when it had no revenue. Likewise he frantically tried to make Facebook’s core app user-friendly. Now Instagram is worth an estimated $80 billion, according to a Breakingviews analysis in April, while over 90 percent of Facebook’s advertising revenue is mobile.

Recent news that hackers stole codes permitting them to log into nearly 50 million accounts is the latest warning the company’s size and complexity may render it too difficult to control. Regulator trust has dissipated – the Federal Trade Commission, Federal Bureau of Investigation, Department of Justice, Securities and Exchange Commission and 37 state attorneys general are probing the company. Watchdogs worldwide are circling, and the firm may face a fine of up to 4 percent of annual revenue in Europe for its recent hack.

Zuckerberg’s outfit is taking action. It has deleted over 1 billion fake accounts, doubled the number of employees working on safety and security to 20,000 and hired Nathaniel Gleicher -  formerly with the National Security Council - to run its efforts. Zuckerberg even says the firm is “investing so much in security that it will significantly impact our profitability.”

Past success suggests its efforts shouldn’t be dismissed. Figuring out how to protect a site of over 2 billion users is extremely difficult, as its size and influence make it a tempting target for the most sophisticated hackers. User trust is difficult to regain once lost. And scaling back advertising could slow revenue growth further. Facebook’s crisis is as real as can be.

 

SOURCE ROBERT CYRAN REUTERS.COM

 
Opinião - DANTAS RODRIGUES - DN.PT Stampa E-mail
Venerdì 28 Settembre 2018 14:29

Nas masmorras de Maduro

 

Se existe um país sem condições mínimas de segurança é a Venezuela. Só no ano de 2007 teve a segunda maior taxa do mundo em homicídios, ou seja, 89 assassinatos por cada 100 mil habitantes. Somente a Síria, que uma guerra fratricida de todos contra todos detona há mais de sete anos, ultrapassou aquele país da América do Sul. O relatório anual da Amnistia Internacional 2017/18 é demolidor quanto às sistemáticas violações ali praticadas dos mais elementares direitos humanos, denunciando que forças policiais e militares torturam e executam imediatamente as suas vítimas sem que lhes seja consentida a mínima garantia judicial, ou seja, negando-lhes todo e qualquer direito a um justo julgamento ou a serem assistidas por um advogado. Violações igualmente trazidas à luz do dia em novembro último pela ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, junto do Tribunal Penal Internacional, a qual declarou que o regime de Nicolas Maduro é responsável por mais de oito mil assassinatos entre 2015 e 2017.

A juntar a toda uma repressão sem quaisquer limites há ainda que considerar a miséria, já que 87% da população vive em situação de pobreza extrema, com uma inflação que atingiu recentemente os níveis inimagináveis de 2.600%. É nesta desordem económica, política e social que 34 portugueses (gerentes comerciais de empresas do ramo alimentar, supermercados) são presos e indiciados por crimes de especulação e violação da lei que obriga o comércio a vender determinados produtos de primeira necessidade, tais como carne de vaca e de frango, a preços pré-estabelecidos pelo Governo. As penas por tais infrações podem chegar aos dez anos de prisão.

Não é a primeira vez que, na Venezuela, gerentes de comércio e comerciantes em geral são presos por estas práticas mas, agora, foi a primeira vez que atingiu a comunidade portuguesa. Pela parte do governo de Lisboa, a resposta do Ministério dos Negócios Estrangeiros foi formalmente correta, embora pouco eficaz.

Passados cinco dias ainda a nossa Missão Diplomática em Caracas não tinha conseguido falar com os portugueses presos, facto que, por constituir uma clara obstrução à justiça, só pode ser considerado violação do artigo 38.º da Convenção de Viena sobre as relações consulares, onde se pode ler a seguinte norma internacional: “Os funcionários consulares terão direito a visitar o nacional do Estado que envia que esteja encarcerado, preso preventivamente, ou detido de qualquer outra maneira, conversar e corresponder-se com ele e providenciar quanto à sua defesa perante os tribunais”.

Direito Internacional à parte, o que recebemos foi uma bofetada diplomática, de resto já esperada desde dezembro de 2017 pela pouco expedita intervenção de Santos Silva em relação ao pedido de Maduro para que o nosso ministro da tutela ajudasse a desbloquear as encomendas de pernil de porco para as tradicionais festas de Natal e Fim de Ano na Venezuela, e que a empresa portuguesa envolvida não entregou por o pagamento não ser a pronto ou não estar devidamente garantido. O presidente Maduro nada conseguiu, falhando desse modo a promessa de oferecer circo e pernil de reco aos seus concidadãos.

O nosso governo foi assim displicente e insensível e, com tal atitude, não soube atender aos nossos interesses. Abriu, por conseguinte, caminhos de desentendimento, alinhando na política de sanções, porque, em boa verdade, ao negar-se um pedido de ajuda ou ao ser-se omisso, está-se a aplicar, indiretamente, uma sanção económica.

A solução era voltar atrás, deixar a quezília e gerir diplomaticamente a situação, evitando conflitos e expressões de linguagem agressiva, deixando ao Presidente Marcelo a primazia na negociação, começando por escrever uma nota diplomática, tipo carta pessoal, esta com caráter menos solene e protocolar, na qual deverá ter expressado a Nicolas Maduro as boas relações há muito existentes entre ambos os países, ao mesmo tempo que aproveitará o ensejo para solicitar a sua intervenção política.

Acredito que foi esta a via diplomática seguida e, depois da aprovação do presidente Maduro, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela ordenou a libertação dos presos portugueses.

A solução foi certa e o ministro Santos Silva sai ileso da queda. Com o passar do tempo, o problema jurídico que envolve os portugueses acabará por resolver-se. O problema, porém, é saber se haverá tempo de vida para os portugueses nesta Venezuela.

Sócio-partner da Dantas Rodrigues & Associados

 
OPINIAO DN.PT Stampa E-mail
Giovedì 06 Settembre 2018 18:56

Donald Trump, o "Presidente Teflon"

                       

 

O atual presidente dos EUA não é uma figura simpática, afável, nota-se que não frequentou qualquer curso de preparação política, cursos esses que, por norma, são de uso obrigatório nos aparelhos partidários. Por conseguinte, não fala como um político, não tem a manha nem a lábia dos políticos, embora chegue à Casa Branca como republicano.

É frontal e diz aquilo que pensa, embora os momentos em que o faz sejam por norma os mais errados, obrigando-o, desse modo, a emendar a mão logo a seguir. O Deep State não dorme... Donald Trump é um brilhante homem de negócios, habituado a comprar o que quer, mesmo que seja unicamente para satisfazer meros caprichos pessoais, e que se apaixonou pela política, terreno onde não pode haver paixões, nem, tão-pouco, ignorar subtilezas que obrigam a agradecimentos capazes de transformar os sapos em bois.

O milionário Donald Trump conhecia bem os políticos e os negócios que os distinguem, pois com eles conviveu diariamente e fez fortuna, mas só conhecia esse lado como empresário. O outro lado, o lado da política pura e dura, esse desconhecia-o, senão inteiramente, pelo menos na sua parte mais pragmática e implacável.

Nenhum presidente dos EUA teve de enfrentar tantos escândalos (verdadeiros e inventados) e questões legais. Mas nenhum desses escândalos pessoais, ou provenientes de colaboradores ou de ex-colaboradores do seu círculo mais próximo, o derrubou. E tanto assim é que o apelidam de "Presidente Teflon" (material com propriedades antiaderentes que impede os alimentos de ficarem agarrados às frigideiras ou aos tachos e panelas enquanto se cozinha, e de ser fácil a sua limpeza).

As recentes declarações de Michael Cohen, seu ex-advogado, não parecem ser de fácil limpeza, pois aquele causídico confessou (ou foi persuadido a confessar) que, em conjunto com David Pecker (patrão do grupo de comunicação e imagem - American Media, que trabalhou para Trump durante a sua campanha eleitoral), efetuou pagamentos para comprar o silêncio sobre os envolvimentos do milionário candidato à presidência dos EUA com a atriz porno Stormy Daniels e a modelo da Playboy Karen McDougal. Ora isto passou-se entre 2006 e 2007 (cerca dez anos antes da campanha eleitoral), quando, à época, Donald Trump já se encontrava casado com Melania, evitando, com a referida compra, danos na sua imagem de candidato.

A conduta de Cohen é considerada, nos EUA, violadora das leis eleitorais e das normas sobre o financiamento das campanhas partidárias, pelo simples facto de terem sido feitos pagamentos não declarados. E, para justificar esses pagamentos, falsificou faturas da contabilidade oficial da campanha, desviando dinheiro para estabelecer pactos de silêncio.

Mas, seja pela compra do silêncio das velhas aventuras galantes de Donald Trump, seja pela famosa (e fantasiosa) Russian collusion nas eleições americanas de 2016, não será por vias dessas que o "Presidente Teflon", será afastado do Poder (impeached).

Embora os procuradores possam imputar Trump num crime federal - e temos de esperar até 12 dezembro para conhecer a pena de Michael Cohen - a destituição de um presidente nos EUA não é feita por via de uma decisão judicial, mas, sim, através de uma decisão política do Congresso.

A constituição daquele país diz claramente que um presidente pode ser retirado do cargo que ocupa por «traição, suborno ou outros crimes graves». Um «impeachment» começa na Câmara de Representantes, e qualquer deputado pode submeter à votação a proposta de «impeachment» por suspeita de crime praticado pelo presidente, bastando maioria simples dos votos dos deputados para o processo depois continuar no Senado.

No Senado, para ser aprovado o tal «impeachment», há que conseguir, pelo menos, o voto favorável de dois terços dos senadores. O Partido Democrata, figadal e bilioso inimigo de Donald Trump, precisava de conseguir aquilo que não possui, ou seja, dispor de mais vinte e três lugares na Câmara de Representantes e mais dois no Senado.

América da liberdade de imprensa (consagrada na primeira emenda), do federalismo dos estados, da liberdade religiosa, da independência do poder judicial, e tantas coisas mais, derrotar o chamado "Presidente Teflon" apresenta-se, de momento, como uma miragem, e nem as eleições do próximo dia 6 de novembro, que servirão para renovar a Câmara de Representantes e trinta e cinco dos cem senadores, lhe devem tirar o sono. E, para mais, com a economia em acelerado crescimento, e o desemprego a baixar diariamente a níveis absolutamente históricos...

Advogado Joaquim Dantas Rodrigues

Sócio Partner na Dantas Rodrigues & Associados

 
Existem dois tipos de inspecção, explica Rui Coutinho, director de gestão de activos da Infraestruturas de Portugal: as principais, realizadas a cada seis anos, e as de rotina, feitas todos os anos. Stampa E-mail
Giovedì 16 Agosto 2018 08:44

Manutenção e reparação em tempo “são o segredo da longevidade” das pontes

 

 Infraestruturas de Portugal espera poder lançar as obras da Ponte 25 de Abril no final do ano Rui Gaudencio

A Infraestruturas de Portugal (IP) é a entidade responsável, no nosso país, pela fiscalização de mais de sete mil obras de arte (onde se incluem as pontes rodoviárias, ferroviárias ou viadutos). Rui Coutinho, director de gestão de activos da IP, explica que existem em Portugal dois tipos de inspecção pelas quais as estruturas passam: as principais realizadas a cada seis anos e as de rotina, feitas todos os anos.

Quem é em Portugal o responsável pela fiscalização das pontes?
A IP é responsável pela gestão de um parque de 7200 obras de arte. Existem também contratos de concessão rodoviários, ferroviários, subconcessões, as câmaras municipais também têm um parque de obras de arte muito vasto.

Existe um plano de fiscalização com períodos definidos para vistoria?
Podem ser inspecções mais detalhadas a que chamamos inspecções principais, e que regra geral ocorrem de seis em seis anos, ou inspecções de rotina, que têm uma base anual e servem para identificar eventuais anomalias ou confirmar que a manutenção corrente é suficiente.

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A que resultados têm chegado?
A todas as conclusões. Temos milhares de obras de arte e, portanto, há casos em que se verifica que a manutenção corrente é suficiente; há casos em que implica uma manutenção mais aprofundada; noutros, reabilitação, e noutros a substituição. Vamos fazendo as intervenções na medida em que são necessárias.

Em que tipo de situações pode haver a decisão de fechar a ponte ao trânsito?
Podem existir circunstâncias extremas, como casos de um fenómeno sísmico em que não se consiga avaliar no momento a condição estrutural. Em geral, os encerramentos são sempre ao abrigo de intervenções de reabilitação e muitas vezes essas obras não obrigam a que a ponte não tenha utilização.

Há uma média de valor anual de investimento na recuperação e intervenção de obras de arte?
Esses valores podem variar muito de ano para ano, dependendo das obras de arte que estão a ser intervencionadas. Desde 2010 até 2017 foram feitos cerca de 250 milhões de euros em investimentos de reabilitação e manutenção de obras de arte, quer rodoviárias quer ferroviárias.

Recentemente falou-se sobre a Ponte 25 de Abril. Quando poderão começar as obras de manutenção?
Está prevista uma empreitada no valor de 18 milhões euros. Encontra-se em fase de contratação. Esperamos que no final no ano seja possível iniciarmos a intervenção na Ponte 25 de Abril. Dependerá dos prazos de contratação.

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Há um tempo médio de vida para as pontes?
Varia. Não há um padrão para a vida útil das pontes. Podem ser centenárias, podem também durar menos. Geralmente, porque os requisitos que estão associados do ponto de vista de utilização superam a sua capacidade. Têm, por vezes, de ser substituídas ou reforçadas para serem adaptadas às circunstâncias.

O elemento externo que pode ter mais influência no tempo de sobrevivência de uma estrutura destas tem a ver sobretudo com o tráfego?
O tráfego é importante, a forma como se utiliza a ponte, um tráfego que seja adequado às condições de projecto em que a ponte foi construída. É evidente que a manutenção e a reparação das anomalias dentro das janelas temporais adequadas são o segredo da longevidade das obras de arte.

 

FONTE ANA MAIA PUBLICO.PT

 
Joaquim Dantas Rodrigues Sócio-partner da Dantas Rodrigues & Associados Stampa E-mail
Martedì 31 Luglio 2018 21:02

Transparência precisa-se!

Um político, que é suposto representar os interesses de quem o elegeu, não pode (nem deve) comportar-se como um vulgar especulador que vive de borbulhas imobiliárias. Questo indirizzo e-mail è protetto dallo spam bot. Abilita Javascript per vederlo.

Depois de alcançarem o poder, os atuais titulares de cargos políticos aprenderam a segurá-lo e a resistir, porque aquele que resiste vence. E percebe-se que ajam e pensem assim, sobretudo quando se sabe que, no atual jogo dito democrático, quem perde ganha! Assim aconteceu em Portugal e em Espanha, onde os que foram derrotados no terreno eleitoral acabaram, cedo ou tarde, por vencer, graças a aritméticas variáveis jogadas no recato das secretarias.

Resistir para vencer, será, pois, a palavra de ordem dos políticos destes novos tempos que correm. Exemplos não faltam: José Sócrates, que sobreviveu a todos os ataques, tanto de dentro como de fora do seu partido, agiu sempre e comportou-se como se a outro planeta pertencesse, não precisando aqui de lembrar os escândalos atrás de escândalos em que esteve envolvido, a maior parte dos quais teria feito cair outro qualquer primeiro-ministro europeu ou, na melhor das hipóteses, tê-lo-ia levado a pedir a demissão. Mas Sócrates, indestrutível como o plástico, resistiu, resistiu, provocando até nos mais ingénuos a sensação de que nada se passava e que era tudo vil mentira propalada pela comunicação social. Até se chegou mesmo a apelidá-lo de “preso político”, esquecendo que o termo preso político não é a mesma coisa que político preso.

Políticos que mentem são popularuchos, e desse modo parecem mais autênticos aos olhos de quem neles acredita. Declamam as agruras das redes sociais, acusam sempre os outros (opositores ou não) de má vontade, de inimizade ou de inveja, numa palavra, vivem dos interesses do momento. Se o momento for de dizer mal dos turistas, dizem cobras e lagartos do turismo. Mas se o momento for de dizer bem dos turistas, então entoam em coro loas ao turismo. Seres mais volúveis é difícil de encontrar. Esse lema de resistir a qualquer preço, que, assim à primeira vista, parece ser um sintoma do absurdo, constitui um dos mistérios da política contemporânea.

Vêm estas considerações a propósito de um caso polémico de negociatas e especulação levadas a cabo por Ricardo Robles e sua irmã com um prédio adquirido ao Estado por 374 mil euros e posto à venda por 15 vezes mais do que custou no curtíssimo lapso de tempo de quatro anos. Pergunto: é aceitável e digno que um deputado municipal (ou outro qualquer) – no caso concreto um deputado do Bloco de Esquerda – faça negócios imobiliários com um prédio comprado à Segurança Social, negócios esses no valor de 5,7 milhões de euros? E o que dizer de Catarina Martins e de outros seus correligionários que, mal viram um dos seus a ser muito justamente criticado, saíram logo a terreiro para abençoar tais negócios? “Infâmia” e “campanha de difamação”, disse ela! Não admira, é um negócio de esquerda… imagine-se agora se tivesse sido um negócio especulativo (que os há e muitos) feito por alguém de direita!?

Dependendo do trabalho e da atividade que exercemos devemos ter uma conduta em função do que fazemos e do que os outros esperam de nós. Um político, que é suposto representar os interesses de quem o elegeu, não pode (nem deve) comportar-se como um vulgar especulador que vive de borbulhas imobiliárias. Por muito menos, aqui ao lado, na nossa vizinha Espanha, em maio último, o líder do Podemos, Pablo Iglesias, por ter comprado com a sua mulher uma moradia por 600 mil euros através de crédito bancário, ponderou demitir-se do partido e do cargo de deputado, se não recebesse o apoio dos seus militantes de base. Dito de outro modo: submeteu-se a uma votação para que fosse decidido se devia continuar ou não à frente do seu partido. Ganhou o plebiscito interno, que votou na sua continuação..

Por cá falta-nos o modelo francês da Lei da Transparência da Vida Política. A criação de uma Alta Autoridade para a transparência da vida pública, à qual todos os titulares de cargos políticos e equiparados (parlamentares nacionais e europeus, membros do governo, do conselho constitucional, das autoridades administrativas, câmaras municipais, titulares de cargos por nomeação governativa ou camarária, gestores de empresas publicas), à qual Alta Autoridade, repito, todos os titulares de cargos políticos e equiparados são obrigados a entregar uma declaração de bens e de interesses.

Consiste o dito modelo francês num inventário completo do património existente na esfera privada. A descrição tem de ser minuciosa, indicando a data, o preço de compra e o valor atual das propriedades, os valores mobiliários (ações, obrigações, fundos de investimento), seguros de vida, contas bancárias e outros meios de riqueza, tais como automóveis, barcos, etc. Quem se “esquecer” de declarar uma parte do seu património, omitir bens existentes no exterior ou tenha indicado valores falsos de aquisição ou de valorização, sujeita-se a uma multa de 30 mil euros e, acessoriamente, à proibição do exercício de cargos públicos.

Os políticos não são cidadãos iguais aos outros, mas sim cidadãos com a grave responsabilidade de, no dia-a-dia, gerir ou influenciar o uso dos dinheiros públicos. A legislação vigente no nosso país é confusa, e tem como órgão coordenador o Tribunal Constitucional, o qual até hoje não apanhou nenhum político em contramão. Diga-se, em abono da verdade, que a sua função também não é essa…

Por isso, impõe-se perguntar: será mesmo que em Portugal se quer transparência?

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

FONTE  Joaquim
 
Como o modelo social, económico e político da Europa não pode ser posto em causa pelos refugiados que eventualmente venham a beneficiar do direito de asilo. Stampa E-mail
Lunedì 16 Luglio 2018 18:53

O direito de asilo e a emigração

 

No domínio da ordem externa, a representação e defesa dos interesses de um Estado, quanto às suas políticas migratórias e de refugiados, passa pelo desempenho desse mesmo Estado nos organismos intergovernamentais.

O grande tema atualmente em debate, e que está a dividir profundamente a Europa, é o Direito de Asilo, sabendo-se de antemão que as normas jurídicas em vigor no nosso continente proíbem, por um lado, expulsões coletivas e, por outro, recusam expulsões de refugiados que tenham pedido asilo até ao fim de todo o processo administrativo e judicial que caracteriza tais pedidos. E, diga-se desde já, pela complexidade que naturalmente lhes subjaz, pedidos de asilo poderão mesmo durar anos de espera.

Se em termos gerais é assim, vejamos agora como realmente se passa, escolhendo o nosso país como exemplo. Ao chegar a Portugal, um hipotético refugiado formula o seu pedido de asilo ao SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), recebendo da parte deste a competente Prova de Pedido de Asilo. Seguidamente, procede-se à análise do dito pedido, que poderá durar várias semanas, sendo, entretanto, entregue uma Autorização de Residência Provisória ao requerente, por meio da qual ser-lhe-á permitido trabalhar, estudar, beneficiar de apoios sociais, em suma, fazer uma vida normal até à decisão administrativa que lhe outorgará o Direito de Asilo. Mesmo que, passados largos meses, o seu pedido venha a ser indeferido, o tal hipotético refugiado, graças a um certo e determinado número de direitos de que goza, não verá as portas fecharem-se-lhe definitivamente, pois poderá recorrer para o Tribunal Administrativo.

É essa garantia de direitos, prevista na Convenção de Dublin sobre a proteção de refugiados, e existente na ordem jurídica internacional desde 1997, que alguns países europeus pretendem rever. Sem que essa revisão pretendida se concretize, não será possível efetuar expulsões ou devoluções à procedência de grupos de refugiados, ou de imigrantes, que entrem em qualquer dos países aderentes à mencionada Convenção.

Como resolver então o imbróglio normativo a que ultimamente se tem assistido, partilhando os princípios de solidariedade e de responsabilidade, sem que se blindem as fronteiras europeias e, ao mesmo tempo, aliviando das sucessivas ondas migratórias em países como a Itália e a Grécia?

A solução passará, talvez, pelo estabelecimento de medidas concretas tendentes a reduzir os fluxos migratórios e os incentivos aos incessantes vaivéns marítimos a que diariamente se assiste no Mediterrâneo, e que, mais recentemente, foram protagonizados pelo navio Aquarius.

Entre essas medidas concretas avulta a construção de hotspots, ou seja, a criação de grandes plataformas de acolhimento de imigrantes e de refugiados fora da União Europeia, de preferência no Norte de África (Líbia, Argélia, Tunísia, Marrocos e Egipto) e, após o acolhimento e rápida seleção entre imigrantes económicos e refugiados em busca de asilo, os que se encontrarem em condições de beneficiar deste último, devem ser acolhidos. Os outros, os imigrantes económicos, serão recusados e devolvidos aos seus países de origem. Esta medida esteve em cima da mesa na Cimeira Europeia realizada em Bruxelas, de onde saiu um acordo em 12 pontos, que todos, a partir de hoje, teremos de aguardar para ver os resultados.

É certo que englobará “centros de controlo emergentes” nos estados europeus para acolherem de imediato imigrantes e refugiados já em embarcações a navegar em águas de controlo europeu e a construção dos hotspots em países fora da Europa.

Como o modelo social, económico e político da Europa não pode ser posto em causa pelos refugiados que eventualmente venham a beneficiar do direito de asilo, eles não poderão decidir, como é óbvio, sobre a escolha do país ou das cidades que serão responsáveis por os acolher, por lhes oferecer alojamento e segurança e por os empregar. E aqui levanta-se um problema de difícil resolução. É que as escolhas têm sido quase sempre feitas para viver em países como a Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça ou França, cuja riqueza é indiscutível, e, por conseguinte, onde é natural que residam os familiares ou os amigos dos candidatos ao estatuto de refugiado.

O direito internacional é protetor dos direitos humanos, garantindo o seu respeito e aplicação pelos países no âmbito da Responsabilidade de Proteção adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2005, responsabilidade essa que vincula os seus Estados a intervir dentro e fora das suas fronteiras em caso de grave violação dos referidos direitos humanos.

E aqui levanta-se um outro problema, esse não de difícil, mas de dificílima resolução. Embora o ministro do interior do governo de Itália, Matteo Salvini, tenha asseverado, de modo explícito e reboante, que “acabou a boa vida para os imigrantes e por isso devem começar a fazer as malas”, isto na linha do pensamento de Donald Trump, que fala de imigrantes que “infetam as ruas”, ninguém na ONU estará certamente a pensar em intervir naquele país ou nos EUA.

A solidariedade e o respeito pelos direitos humanos é pertença da humanidade e ambos se encontram inscritos na esmagadora maioria das culturas e religiões do Mundo. E isso, por si só, confere-lhes universalidade. Por isso, talvez seja chegado o momento de dar a voz ao bom senso.

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

FONTE   PUBLICO.PT

Fonte da Notícia
PUBLICO.PT
 
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Notizie Flash

Ci sono passioni che uniscono le donne a tutte le latitudini: di certo quella per le scarpe si può dire quasi universale. Questa volta è la Nuova Zelanda a far parlare di sé per un modello davvero esclusivo. Si tratta di un paio di decolleté ricoperte di diamanti bianchi per un valore di circa 500mila dollari.


 

A realizzarle è stata la designer Kathryn Wilson in collaborazione con Sarah Hutchings, designer per Orsini Gioielli. Per realizzare le scarpe è stato necessario un lavoro certosino: prima la scelta delle pietre, poi la loro composizione sulle scarpe. Per decorarle è stato necessario usare una pinzetta e una colla speciale: un lavoro di precisione per un paio di scarpe da sogno.

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