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Giovedì 06 Settembre 2018 18:56

Donald Trump, o "Presidente Teflon"

                       

 

O atual presidente dos EUA não é uma figura simpática, afável, nota-se que não frequentou qualquer curso de preparação política, cursos esses que, por norma, são de uso obrigatório nos aparelhos partidários. Por conseguinte, não fala como um político, não tem a manha nem a lábia dos políticos, embora chegue à Casa Branca como republicano.

É frontal e diz aquilo que pensa, embora os momentos em que o faz sejam por norma os mais errados, obrigando-o, desse modo, a emendar a mão logo a seguir. O Deep State não dorme... Donald Trump é um brilhante homem de negócios, habituado a comprar o que quer, mesmo que seja unicamente para satisfazer meros caprichos pessoais, e que se apaixonou pela política, terreno onde não pode haver paixões, nem, tão-pouco, ignorar subtilezas que obrigam a agradecimentos capazes de transformar os sapos em bois.

O milionário Donald Trump conhecia bem os políticos e os negócios que os distinguem, pois com eles conviveu diariamente e fez fortuna, mas só conhecia esse lado como empresário. O outro lado, o lado da política pura e dura, esse desconhecia-o, senão inteiramente, pelo menos na sua parte mais pragmática e implacável.

Nenhum presidente dos EUA teve de enfrentar tantos escândalos (verdadeiros e inventados) e questões legais. Mas nenhum desses escândalos pessoais, ou provenientes de colaboradores ou de ex-colaboradores do seu círculo mais próximo, o derrubou. E tanto assim é que o apelidam de "Presidente Teflon" (material com propriedades antiaderentes que impede os alimentos de ficarem agarrados às frigideiras ou aos tachos e panelas enquanto se cozinha, e de ser fácil a sua limpeza).

As recentes declarações de Michael Cohen, seu ex-advogado, não parecem ser de fácil limpeza, pois aquele causídico confessou (ou foi persuadido a confessar) que, em conjunto com David Pecker (patrão do grupo de comunicação e imagem - American Media, que trabalhou para Trump durante a sua campanha eleitoral), efetuou pagamentos para comprar o silêncio sobre os envolvimentos do milionário candidato à presidência dos EUA com a atriz porno Stormy Daniels e a modelo da Playboy Karen McDougal. Ora isto passou-se entre 2006 e 2007 (cerca dez anos antes da campanha eleitoral), quando, à época, Donald Trump já se encontrava casado com Melania, evitando, com a referida compra, danos na sua imagem de candidato.

A conduta de Cohen é considerada, nos EUA, violadora das leis eleitorais e das normas sobre o financiamento das campanhas partidárias, pelo simples facto de terem sido feitos pagamentos não declarados. E, para justificar esses pagamentos, falsificou faturas da contabilidade oficial da campanha, desviando dinheiro para estabelecer pactos de silêncio.

Mas, seja pela compra do silêncio das velhas aventuras galantes de Donald Trump, seja pela famosa (e fantasiosa) Russian collusion nas eleições americanas de 2016, não será por vias dessas que o "Presidente Teflon", será afastado do Poder (impeached).

Embora os procuradores possam imputar Trump num crime federal - e temos de esperar até 12 dezembro para conhecer a pena de Michael Cohen - a destituição de um presidente nos EUA não é feita por via de uma decisão judicial, mas, sim, através de uma decisão política do Congresso.

A constituição daquele país diz claramente que um presidente pode ser retirado do cargo que ocupa por «traição, suborno ou outros crimes graves». Um «impeachment» começa na Câmara de Representantes, e qualquer deputado pode submeter à votação a proposta de «impeachment» por suspeita de crime praticado pelo presidente, bastando maioria simples dos votos dos deputados para o processo depois continuar no Senado.

No Senado, para ser aprovado o tal «impeachment», há que conseguir, pelo menos, o voto favorável de dois terços dos senadores. O Partido Democrata, figadal e bilioso inimigo de Donald Trump, precisava de conseguir aquilo que não possui, ou seja, dispor de mais vinte e três lugares na Câmara de Representantes e mais dois no Senado.

América da liberdade de imprensa (consagrada na primeira emenda), do federalismo dos estados, da liberdade religiosa, da independência do poder judicial, e tantas coisas mais, derrotar o chamado "Presidente Teflon" apresenta-se, de momento, como uma miragem, e nem as eleições do próximo dia 6 de novembro, que servirão para renovar a Câmara de Representantes e trinta e cinco dos cem senadores, lhe devem tirar o sono. E, para mais, com a economia em acelerado crescimento, e o desemprego a baixar diariamente a níveis absolutamente históricos...

Advogado Joaquim Dantas Rodrigues

Sócio Partner na Dantas Rodrigues & Associados

 
Existem dois tipos de inspecção, explica Rui Coutinho, director de gestão de activos da Infraestruturas de Portugal: as principais, realizadas a cada seis anos, e as de rotina, feitas todos os anos. Stampa E-mail
Giovedì 16 Agosto 2018 08:44

Manutenção e reparação em tempo “são o segredo da longevidade” das pontes

 

 Infraestruturas de Portugal espera poder lançar as obras da Ponte 25 de Abril no final do ano Rui Gaudencio

A Infraestruturas de Portugal (IP) é a entidade responsável, no nosso país, pela fiscalização de mais de sete mil obras de arte (onde se incluem as pontes rodoviárias, ferroviárias ou viadutos). Rui Coutinho, director de gestão de activos da IP, explica que existem em Portugal dois tipos de inspecção pelas quais as estruturas passam: as principais realizadas a cada seis anos e as de rotina, feitas todos os anos.

Quem é em Portugal o responsável pela fiscalização das pontes?
A IP é responsável pela gestão de um parque de 7200 obras de arte. Existem também contratos de concessão rodoviários, ferroviários, subconcessões, as câmaras municipais também têm um parque de obras de arte muito vasto.

Existe um plano de fiscalização com períodos definidos para vistoria?
Podem ser inspecções mais detalhadas a que chamamos inspecções principais, e que regra geral ocorrem de seis em seis anos, ou inspecções de rotina, que têm uma base anual e servem para identificar eventuais anomalias ou confirmar que a manutenção corrente é suficiente.

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A que resultados têm chegado?
A todas as conclusões. Temos milhares de obras de arte e, portanto, há casos em que se verifica que a manutenção corrente é suficiente; há casos em que implica uma manutenção mais aprofundada; noutros, reabilitação, e noutros a substituição. Vamos fazendo as intervenções na medida em que são necessárias.

Em que tipo de situações pode haver a decisão de fechar a ponte ao trânsito?
Podem existir circunstâncias extremas, como casos de um fenómeno sísmico em que não se consiga avaliar no momento a condição estrutural. Em geral, os encerramentos são sempre ao abrigo de intervenções de reabilitação e muitas vezes essas obras não obrigam a que a ponte não tenha utilização.

Há uma média de valor anual de investimento na recuperação e intervenção de obras de arte?
Esses valores podem variar muito de ano para ano, dependendo das obras de arte que estão a ser intervencionadas. Desde 2010 até 2017 foram feitos cerca de 250 milhões de euros em investimentos de reabilitação e manutenção de obras de arte, quer rodoviárias quer ferroviárias.

Recentemente falou-se sobre a Ponte 25 de Abril. Quando poderão começar as obras de manutenção?
Está prevista uma empreitada no valor de 18 milhões euros. Encontra-se em fase de contratação. Esperamos que no final no ano seja possível iniciarmos a intervenção na Ponte 25 de Abril. Dependerá dos prazos de contratação.

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Há um tempo médio de vida para as pontes?
Varia. Não há um padrão para a vida útil das pontes. Podem ser centenárias, podem também durar menos. Geralmente, porque os requisitos que estão associados do ponto de vista de utilização superam a sua capacidade. Têm, por vezes, de ser substituídas ou reforçadas para serem adaptadas às circunstâncias.

O elemento externo que pode ter mais influência no tempo de sobrevivência de uma estrutura destas tem a ver sobretudo com o tráfego?
O tráfego é importante, a forma como se utiliza a ponte, um tráfego que seja adequado às condições de projecto em que a ponte foi construída. É evidente que a manutenção e a reparação das anomalias dentro das janelas temporais adequadas são o segredo da longevidade das obras de arte.

 

FONTE ANA MAIA PUBLICO.PT

 
Joaquim Dantas Rodrigues Sócio-partner da Dantas Rodrigues & Associados Stampa E-mail
Martedì 31 Luglio 2018 21:02

Transparência precisa-se!

Um político, que é suposto representar os interesses de quem o elegeu, não pode (nem deve) comportar-se como um vulgar especulador que vive de borbulhas imobiliárias. Questo indirizzo e-mail è protetto dallo spam bot. Abilita Javascript per vederlo.

Depois de alcançarem o poder, os atuais titulares de cargos políticos aprenderam a segurá-lo e a resistir, porque aquele que resiste vence. E percebe-se que ajam e pensem assim, sobretudo quando se sabe que, no atual jogo dito democrático, quem perde ganha! Assim aconteceu em Portugal e em Espanha, onde os que foram derrotados no terreno eleitoral acabaram, cedo ou tarde, por vencer, graças a aritméticas variáveis jogadas no recato das secretarias.

Resistir para vencer, será, pois, a palavra de ordem dos políticos destes novos tempos que correm. Exemplos não faltam: José Sócrates, que sobreviveu a todos os ataques, tanto de dentro como de fora do seu partido, agiu sempre e comportou-se como se a outro planeta pertencesse, não precisando aqui de lembrar os escândalos atrás de escândalos em que esteve envolvido, a maior parte dos quais teria feito cair outro qualquer primeiro-ministro europeu ou, na melhor das hipóteses, tê-lo-ia levado a pedir a demissão. Mas Sócrates, indestrutível como o plástico, resistiu, resistiu, provocando até nos mais ingénuos a sensação de que nada se passava e que era tudo vil mentira propalada pela comunicação social. Até se chegou mesmo a apelidá-lo de “preso político”, esquecendo que o termo preso político não é a mesma coisa que político preso.

Políticos que mentem são popularuchos, e desse modo parecem mais autênticos aos olhos de quem neles acredita. Declamam as agruras das redes sociais, acusam sempre os outros (opositores ou não) de má vontade, de inimizade ou de inveja, numa palavra, vivem dos interesses do momento. Se o momento for de dizer mal dos turistas, dizem cobras e lagartos do turismo. Mas se o momento for de dizer bem dos turistas, então entoam em coro loas ao turismo. Seres mais volúveis é difícil de encontrar. Esse lema de resistir a qualquer preço, que, assim à primeira vista, parece ser um sintoma do absurdo, constitui um dos mistérios da política contemporânea.

Vêm estas considerações a propósito de um caso polémico de negociatas e especulação levadas a cabo por Ricardo Robles e sua irmã com um prédio adquirido ao Estado por 374 mil euros e posto à venda por 15 vezes mais do que custou no curtíssimo lapso de tempo de quatro anos. Pergunto: é aceitável e digno que um deputado municipal (ou outro qualquer) – no caso concreto um deputado do Bloco de Esquerda – faça negócios imobiliários com um prédio comprado à Segurança Social, negócios esses no valor de 5,7 milhões de euros? E o que dizer de Catarina Martins e de outros seus correligionários que, mal viram um dos seus a ser muito justamente criticado, saíram logo a terreiro para abençoar tais negócios? “Infâmia” e “campanha de difamação”, disse ela! Não admira, é um negócio de esquerda… imagine-se agora se tivesse sido um negócio especulativo (que os há e muitos) feito por alguém de direita!?

Dependendo do trabalho e da atividade que exercemos devemos ter uma conduta em função do que fazemos e do que os outros esperam de nós. Um político, que é suposto representar os interesses de quem o elegeu, não pode (nem deve) comportar-se como um vulgar especulador que vive de borbulhas imobiliárias. Por muito menos, aqui ao lado, na nossa vizinha Espanha, em maio último, o líder do Podemos, Pablo Iglesias, por ter comprado com a sua mulher uma moradia por 600 mil euros através de crédito bancário, ponderou demitir-se do partido e do cargo de deputado, se não recebesse o apoio dos seus militantes de base. Dito de outro modo: submeteu-se a uma votação para que fosse decidido se devia continuar ou não à frente do seu partido. Ganhou o plebiscito interno, que votou na sua continuação..

Por cá falta-nos o modelo francês da Lei da Transparência da Vida Política. A criação de uma Alta Autoridade para a transparência da vida pública, à qual todos os titulares de cargos políticos e equiparados (parlamentares nacionais e europeus, membros do governo, do conselho constitucional, das autoridades administrativas, câmaras municipais, titulares de cargos por nomeação governativa ou camarária, gestores de empresas publicas), à qual Alta Autoridade, repito, todos os titulares de cargos políticos e equiparados são obrigados a entregar uma declaração de bens e de interesses.

Consiste o dito modelo francês num inventário completo do património existente na esfera privada. A descrição tem de ser minuciosa, indicando a data, o preço de compra e o valor atual das propriedades, os valores mobiliários (ações, obrigações, fundos de investimento), seguros de vida, contas bancárias e outros meios de riqueza, tais como automóveis, barcos, etc. Quem se “esquecer” de declarar uma parte do seu património, omitir bens existentes no exterior ou tenha indicado valores falsos de aquisição ou de valorização, sujeita-se a uma multa de 30 mil euros e, acessoriamente, à proibição do exercício de cargos públicos.

Os políticos não são cidadãos iguais aos outros, mas sim cidadãos com a grave responsabilidade de, no dia-a-dia, gerir ou influenciar o uso dos dinheiros públicos. A legislação vigente no nosso país é confusa, e tem como órgão coordenador o Tribunal Constitucional, o qual até hoje não apanhou nenhum político em contramão. Diga-se, em abono da verdade, que a sua função também não é essa…

Por isso, impõe-se perguntar: será mesmo que em Portugal se quer transparência?

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

FONTE  Joaquim
 
Como o modelo social, económico e político da Europa não pode ser posto em causa pelos refugiados que eventualmente venham a beneficiar do direito de asilo. Stampa E-mail
Lunedì 16 Luglio 2018 18:53

O direito de asilo e a emigração

 

No domínio da ordem externa, a representação e defesa dos interesses de um Estado, quanto às suas políticas migratórias e de refugiados, passa pelo desempenho desse mesmo Estado nos organismos intergovernamentais.

O grande tema atualmente em debate, e que está a dividir profundamente a Europa, é o Direito de Asilo, sabendo-se de antemão que as normas jurídicas em vigor no nosso continente proíbem, por um lado, expulsões coletivas e, por outro, recusam expulsões de refugiados que tenham pedido asilo até ao fim de todo o processo administrativo e judicial que caracteriza tais pedidos. E, diga-se desde já, pela complexidade que naturalmente lhes subjaz, pedidos de asilo poderão mesmo durar anos de espera.

Se em termos gerais é assim, vejamos agora como realmente se passa, escolhendo o nosso país como exemplo. Ao chegar a Portugal, um hipotético refugiado formula o seu pedido de asilo ao SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), recebendo da parte deste a competente Prova de Pedido de Asilo. Seguidamente, procede-se à análise do dito pedido, que poderá durar várias semanas, sendo, entretanto, entregue uma Autorização de Residência Provisória ao requerente, por meio da qual ser-lhe-á permitido trabalhar, estudar, beneficiar de apoios sociais, em suma, fazer uma vida normal até à decisão administrativa que lhe outorgará o Direito de Asilo. Mesmo que, passados largos meses, o seu pedido venha a ser indeferido, o tal hipotético refugiado, graças a um certo e determinado número de direitos de que goza, não verá as portas fecharem-se-lhe definitivamente, pois poderá recorrer para o Tribunal Administrativo.

É essa garantia de direitos, prevista na Convenção de Dublin sobre a proteção de refugiados, e existente na ordem jurídica internacional desde 1997, que alguns países europeus pretendem rever. Sem que essa revisão pretendida se concretize, não será possível efetuar expulsões ou devoluções à procedência de grupos de refugiados, ou de imigrantes, que entrem em qualquer dos países aderentes à mencionada Convenção.

Como resolver então o imbróglio normativo a que ultimamente se tem assistido, partilhando os princípios de solidariedade e de responsabilidade, sem que se blindem as fronteiras europeias e, ao mesmo tempo, aliviando das sucessivas ondas migratórias em países como a Itália e a Grécia?

A solução passará, talvez, pelo estabelecimento de medidas concretas tendentes a reduzir os fluxos migratórios e os incentivos aos incessantes vaivéns marítimos a que diariamente se assiste no Mediterrâneo, e que, mais recentemente, foram protagonizados pelo navio Aquarius.

Entre essas medidas concretas avulta a construção de hotspots, ou seja, a criação de grandes plataformas de acolhimento de imigrantes e de refugiados fora da União Europeia, de preferência no Norte de África (Líbia, Argélia, Tunísia, Marrocos e Egipto) e, após o acolhimento e rápida seleção entre imigrantes económicos e refugiados em busca de asilo, os que se encontrarem em condições de beneficiar deste último, devem ser acolhidos. Os outros, os imigrantes económicos, serão recusados e devolvidos aos seus países de origem. Esta medida esteve em cima da mesa na Cimeira Europeia realizada em Bruxelas, de onde saiu um acordo em 12 pontos, que todos, a partir de hoje, teremos de aguardar para ver os resultados.

É certo que englobará “centros de controlo emergentes” nos estados europeus para acolherem de imediato imigrantes e refugiados já em embarcações a navegar em águas de controlo europeu e a construção dos hotspots em países fora da Europa.

Como o modelo social, económico e político da Europa não pode ser posto em causa pelos refugiados que eventualmente venham a beneficiar do direito de asilo, eles não poderão decidir, como é óbvio, sobre a escolha do país ou das cidades que serão responsáveis por os acolher, por lhes oferecer alojamento e segurança e por os empregar. E aqui levanta-se um problema de difícil resolução. É que as escolhas têm sido quase sempre feitas para viver em países como a Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça ou França, cuja riqueza é indiscutível, e, por conseguinte, onde é natural que residam os familiares ou os amigos dos candidatos ao estatuto de refugiado.

O direito internacional é protetor dos direitos humanos, garantindo o seu respeito e aplicação pelos países no âmbito da Responsabilidade de Proteção adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2005, responsabilidade essa que vincula os seus Estados a intervir dentro e fora das suas fronteiras em caso de grave violação dos referidos direitos humanos.

E aqui levanta-se um outro problema, esse não de difícil, mas de dificílima resolução. Embora o ministro do interior do governo de Itália, Matteo Salvini, tenha asseverado, de modo explícito e reboante, que “acabou a boa vida para os imigrantes e por isso devem começar a fazer as malas”, isto na linha do pensamento de Donald Trump, que fala de imigrantes que “infetam as ruas”, ninguém na ONU estará certamente a pensar em intervir naquele país ou nos EUA.

A solidariedade e o respeito pelos direitos humanos é pertença da humanidade e ambos se encontram inscritos na esmagadora maioria das culturas e religiões do Mundo. E isso, por si só, confere-lhes universalidade. Por isso, talvez seja chegado o momento de dar a voz ao bom senso.

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

FONTE   PUBLICO.PT

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PUBLICO.PT
 
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Mercoledì 11 Luglio 2018 19:57

Cave rescue: The Australian diving doctor who stayed with the boys

 Dr Richard Harris spent three days underground with the young Thais and their coach

 It was his rare combination of talents that led Australian doctor Richard Harris deep into the Tham Luang cave in Thailand.

When the Wild Boars football team was located deep inside the cave, after being missing for a week, the Adelaide anaesthetist abandoned his holiday in Thailand and volunteered to help.

He went in to assess the boys' health and stayed with them for three days.

It was under his direction that the weakest boys were first led out with the others successfully following in the complex operation.

Dr Harris, known as Harry, is believed to have been one of the last rescuers out of the cave.

But relief and celebration were suddenly cut short by personal tragedy - on Wednesday it emerged that Dr Harris's father had died shortly after the rescue's finish.

 

His employer, South Australia's ambulance service, said his family's grief had been "magnified" by the physical and emotional demands of the rescue operation.

"It has been a tumultuous week with highs and lows," Dr Andrew Pearce from MedSTAR said, asking for privacy.

"Harry is a quiet and kind man who did not think twice about offering his support on this mission."

'Integral part of the rescue'

Dr Harris was specifically identified by British divers and requested by the "highest levels" of the Thai government to join the rescue, according to the Australian government.

"He was an integral part of the rescue attempt," said Foreign Affairs Minister Julie Bishop who added that the doctor was internationally renowned for his cave rescue expertise.

"[The Australians] have been a big help, especially the doctor," the leader of the rescue mission, acting Chiang Rai governor Narongsak Osotanakorn told an Australian Nine News reporter on Wednesday.

"Very good. The very best," he said in reference to Dr Harris.

His friend Sue Crowe told the BBC the doctor was an unassuming and selfless family man, whose calm presence would have comforted the boys in the cave.

"He is brilliant with children, and he would have made sure that they were prepared in the best possible way from a cave-diving perspective," she said.

"He would have been the perfect person to support them."

On social media, there has been an outpouring of gratitude directed towards him.

Many have called for him to be made Australian of the Year - the nation's highest civic honour - while the government has indicated there will be some formal recognition.

 
Embora ninguém o queira admitir, encontramo-nos claramente de costas voltadas em matéria de concertação político-diplomática. Stampa E-mail
Sabato 02 Giugno 2018 15:54

Angola e a francofonia

 

ADVOGADO JOAQUIM DANTAS RODRIGUES

O Presidente de Angola, João Lourenço, manifestou em Paris o interesse de Angola em ser membro da Organização Internacional da Francofonia (OIF) e recebeu o apoio imediato do seu homólogo francês, Emmanuel Macron.

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A OIF é uma organização internacional que promove a língua francesa e a cooperação entre os 84 Estados-membros e membros observadores que a integram. Emmanuel Macron declarou-se "muito sensível" ao interesse de João Lourenço e agradeceu-lhe por “ter escolhido a França como primeiro destino na Europa desde a sua eleição”.

A França constituiu a primeira visita oficial de João Lourenço a um país da Europa, depois de ter realizado um périplo por vários países africanos, tais como a África do Sul, a República Democrática do Congo, a Zâmbia e a Namíbia, desde que foi empossado como terceiro Presidente da República de Angola, em setembro do ano passado.

A questão da adesão de Angola ao universo da francofonia não é de hoje, mas sim de, pelo menos, 2015, quando Charles Delogne, porta-voz da Organização Internacional da Francofonia em Angola, afirmou o compromisso da dita organização em apoiar a educação, a formação, o ensino superior e a investigação na antiga colónia portuguesa.

O apoio à educação e à investigação não devia provir da OIF mas, sim, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A eleição de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas permitiu suscitar a esperança da internacionalização, em definitivo, da língua portuguesa, parecendo ser essa internacionalização o melhor veículo para impulsionar a CPLP, constituída na Cimeira de Lisboa a 17 de Julho de 1996, estando na altura Portugal representado pelos então Presidente da República, Jorge Sampaio, e primeiro-ministro, António Guterres, e sendo um dos principais objetivos daquela organização a promoção e difusão da língua portuguesa.

Passados 20 anos, a CPLP tem um desempenho ainda titubeante, mercê de antagonismos e desconfianças várias, veja-se, por exemplo, a falta de cooperação na justiça, com guerras intestinas entre instituições importantes dos Estados-membros, designadamente as respetivas procuradorias, como foi o caso do processo de Manuel Vicente, ex-vice-presidente de Angola.

Embora ninguém o queira admitir, encontramo-nos claramente de costas voltadas em matéria de concertação político-diplomática. Assim, e para que se possa fazer uma ideia do ponto em que atualmente se encontra a questão da francofonia entre os países da CPLP, dos nove membros de pleno direito (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste), quatro são membros permanentes da OIF (Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe), um é membro-observador (Moçambique, de tradição inglesa) e agora Angola, que se candidata a membro permanente.

A vontade de adesão de Luanda à francofonia deveria merecer, em meu entender, uma análise muito cuidada por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, nomeadamente sobre o papel da CPLP, e, naturalmente, sobre o papel até aqui desempenhado pela própria língua portuguesa, o qual, se queremos que sobreviva, tem de ser analisado segundo um prisma diametralmente oposto ao atual.

Agora que a concorrência parece ser de respeito, talvez convenha lembrar aos mais esquecidos que a França de Giscard d’Estaing foi, em Fevereiro de 1976, o primeiro país da então CEE a reconhecer Angola. É inegável que a pátria de Balzac soube ver longe...

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Se Angola hoje quer aderir à francofonia é porque, pelo menos até 1974, o ensino do Francês constituía disciplina obrigatória durante cinco anos nos cursos liceais (até ao antigo 5.º Ano), donde naturalmente provêm os altos quadros do regime angolano. Inútil referir que o ensino da língua francesa, até à referida data de 1974, correu sempre mais por conta do Ministério da Educação de Portugal e não tanto pela Alliance Française ou pelo Institut Français, a primeira criada só em 1960, ou pelo Liceu Francês “Alioune Blondin Beye” de Luanda, este fundado já muito depois da independência, em 1980.

A realidade de hoje, como se vê, não se afigura nada animadora, pois nem sequer no ensino do português estamos verdadeiramente empenhados. Os professores, nas escolas, são escassos, e não existem centros culturais em suficiente quantidade que permita a difusão da nossa língua e da nossa cultura. A língua portuguesa não arrisca aventurar-se fora dos grandes centros urbanos e, por exemplo, no interior da Guiné ou de Moçambique, fala-se as línguas nativas. Nas aldeias destes e doutros países por onde andámos cinco séculos ninguém fala português.

A ametropia vigente é responsável por um sucessivo número de estrangulamentos que inviabiliza, mesmo com Guterres nas Nações Unidas, o tão desejado salto qualitativo da difusão da língua portuguesa.

O saudoso Vasco Graça Moura nunca viu com bons olhos a CPLP e sempre foi frontal e muito crítico em relação a ela. Qualificou-a como uma "espécie de fantasma que não serve para rigorosamente nada, que só serve para empatar e ocupar gente desocupada". A CPLP era, para o autor de Os nossos tristes assuntos, o “Clube das Pantominas da Língua Portuguesa”.

Esperemos, para bem da CPLP, que Vasco Graça Moura não tenha sido profético.

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 

FONTE JOAQUIM DANTAS RODRIGUES PUBLICO.PT

 
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Notizie Flash

Parsons Green: London Tube blast treated as terror incident

 

Passengers were injured following the blast at 08:20 BST (07:20 GMT) at Parsons Green station in Fulham.

Pictures show a white bucket on fire inside a supermarket bag, but do not appear to show extensive damage to the inside of the Tube train carriage.

The Metropolitan Police said it was too early to confirm the cause of the fire and the station has been cordoned off.

BBC security correspondent Frank Gardner said it was too early to say who caused the explosion.

Witnesses have described seeing at least one passenger with facial injuries.

Others have spoken of "panic" as alarmed passengers left the train at Parsons Green station.

London Ambulance Service says it sent a hazardous area response team to the scene.

 

source bbc.co.uk

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